“É tudo questão de prioridade. PRIOrize o que te faz RIr e te traz feliciDADE.”— CARVALHO JR, E. S.
“Amar é sofrer choque térmico quando chega a hora de dar tchau, é implicar com o jeito do outro, brigar no meio da rua, pegar na mão, e fazer as pazes ali mesmo. Amar é brincar de briguinha, é dizer que vai amar pra sempre, é dar beijos e cheiros em lugares estranhos em locais inadequados, é beber no mesmo copo. Todo amante se arrisca meio poliglota “amore mio”, “mon amour”, “meine liebe”, “my love” ou “meu amor” mesmo.”— Gabito Nunes.
É ter em si o que você precisa
É ter a autoconfiança para se arriscar
É tomar o controle da sua vida
É encontrar em você uma alegria
É se amar ao menos um pouco
É reconhecer que você é sua melhor companhia
Isso pra mim é ser singular…
Poder fazer de si mesmo o seu próprio lar
“Eu tenho a impressão que a vida se acostumou a rir da minha cara.”— Carpinejando.
“A gente precisa parar com essa mania de colocar os problemas em uma mala e sair carregando por aí como se eles fossem essenciais. Não são. Aliás, tudo que te faz mal é completamente descartável.”— Gabito Nunes
“Nada melhor como um dia após o outro” e “Viva o presente intensamente”. Essas são frases, até clichês, muito usadas por aí, mas hoje em dia, elas me assustam. Há algo em mim que insiste em viver apenas o dia de hoje, apenas o presente, mas que, no dia seguinte, tudo se apagasse. E olha, não é algo como “deixar o passado para trás”, mas sim, como se o passado nunca tivesse existido. Eu estou assustado. Eu sinto como se meu dia, meu corpo, meu eu, fosse resetado todos os dias. Não consigo mais me importar. Não consigo mais sentir. Não consigo mais amar. É como se tudo dentro de mim estivesse morrendo, ou pior, nunca tivesse existido. O que mais me assusta é que eu já fui o garoto emocionado, o garoto que sentia coisas demais, o garoto que guardava momentos bons e nunca se esquecia deles. Hoje em dia, não consigo mais definir o que é um momento bom, pois, provavelmente, no dia seguinte, algo que imaginei como “momento bom” será como se fosse apenas um flash na minha memória. O que está acontecendo comigo? Eu não quero ser assim! Eu quero que todos os bons momentos fiquem guardados para sempre comigo. Eu quero sentir que alguém é importante pra mim. Eu quero sentir que fiz algo proveitoso. Eu quero voltar a SENTIR e quero lembrar desses sentimentos. Eu quero voltar a me preocupar com o dia de amanhã. Eu quero continuar vivendo o presente, mas que o presente de hoje seja lembrado amanhã ou nos próximos dias que estão por vir. É muito difícil explicar o que eu estou sentindo. Isso não é um texto bonito que eu estou escrevendo pra me orgulhar de minhas palavras. Isso é mais como um desabafo, se é que ainda sei fazer isso (ou me importo comigo mesmo para saber o que está acontecendo). Eu olho as pessoas hoje em dia pensando que daqui um tempo iremos nos distanciar e aos poucos se afastar, e aí eu conhecerei novas pessoas, que depois ficaremos distantes, até nos afastar novamente. Isso num loop infinito. E nisso, tenho medo de perder meus amigos, aqueles que realmente considero meus amigos, pois já sinto que não tenho mais a minha companhia, não quero perder a companhia das pessoas que me fazem bem. Sei que sou extrovertido e converso com muita gente todos os dias. Isso ainda é uma das poucas coisas que me fazem me sentir vivo. Entretanto, ao mesmo tempo, a sensação desses momentos são apagados minutos depois da minha cabeça. Quanto tempo até tudo em mim se apagar?
De qualquer forma, eu gosto de escrever aqui (no tumblr), apesar de ter passado um bom tempo sem publicar nada, e a razão de eu gostar de escrever aqui é poder voltar e ler o que eu passei, o que eu senti, o que eu vivi. E agora mais ainda. Quando criei esse blog eu tinha 14 anos, aos 15 eu estava loucamente apaixonado, aos 16 eu estava altamente deprimido, aos 17 eu estava me sentindo feliz por estar vivo, aos 18 eu estava me sentindo incrível por ter saído de casa (do meu estado) e entrado na faculdade e, apesar de nem sempre eu ter escrito algo em todas essas fases por aqui, nas que eu escrevi, eu leio e não consigo lembrar desses sentimentos. É como se apenas tivesse acontecido. Mais uma vez, eu estou assustado. E eu estou publicando este texto, não para quem quer que se proponha a ler isso tudo poder opinar, mas para que, daqui uns meses, ou anos, eu possa voltar aqui e entender o que aconteceu comigo.
Edson Junior.

